sexta-feira, 30 de julho de 2010
Mecônio...
Menarca: o primeiro fluxo menstrual.
Agora, nome para primeira cagada na vida ninguém merece. Afff!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Faixa da minha trilha sonora pessoal
Oh these little rejections how they add up quickly
One small sideways look and I feel so ungood
Somewhere along the way I think I gave you the power to make
Me feel the way I thought only my father could
Oh these little rejections how they seem so real to me
One forgotten birthday I'm all but cooked
How these little abandonments seem to sting so easily
I'm 13 again am I 13 for good?
I can feel so unsexy for someone so beautiful
So unloved for someone so fine
I can feel so boring for someone so interesting
So ignorant for someone of sound mind
Oh these little protections how they fail to serve me
One forgotten phone call and I'm deflated
Oh these little defenses how they fail to comfort me
Your hand pulling away and I'm devastated
When will you stop leaving baby?
When will I stop deserting baby?
When will I start staying with myself?
Oh these little projections how they keep springing from me
I jump my ship as I take it personally
Oh these little rejections how they disappear quickly
The moment I decide not to abandon me
(So Unsexy – Alanis Morissette)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aprendi com o Farmville!
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Eu também!
Julieta: Oh, Romeu! Eu te amo!
Romeu: Eu também, Julieta!
Uma patética cena de amor... Patética pode até ser, mas amor? Tenho dúvidas. Pelo menos da parte de Romeu (rsrs). É aquele 'também' que gera minha desconfiança quanto aos sentimentos de Romeu. Ora, o singelo advérbio expressa condição de equivalência/similitude. Em
A: Gosto de morango
B: Eu também (gosto de morango),
o objeto do gosto de B é equivalente, similar ao do gosto de A, ou seja, morango. Aplicando-se o mesmo raciocínio à resposta de Romeu, temos:
J: Oh, Romeu! Eu te (Romeu) amo!
R: Eu também (amo Romeu, digo, eu mesmo), Julieta!
No diálogo (A-B), 'também' faz referência a um terceiro elemento, que não coincide com nenhum dos interlocutores, diferentemente do diálogo (J-R), em que não há esse terceiro elemento, e o exagerado amor-próprio, o egoísmo, a vaidade, a imodéstia, a soberba e a autofilia de Romeu são mascarados justamente pelo singelo advérbio.
Muita atenção quando ouvir um rápido "eu também" como resposta ao seu "eu te amo", há um ébrio aroma de egoísmo no ar...
domingo, 11 de julho de 2010
Alimentos diet e light
- diet são alimentos isentos de um determinado nutriente (carboidratos, gorduras, proteínas, sódios), para dietas com restrição de nutrientes ou ingestao controlada de alimentos; nem todos os alimentos diet tem redução significativa na quantidade de calorias;
- light são alimentos que apresentam redução mínima de 25% de determinado nutriente ou de caloria.
Agora, por serem adjetivos em inglês, não nos esqueçamos: na língua do Tio Sam, adjetivos não são flexionados nem quanto a gênero, nem quanto a número: produtos light, gelatina diet, etc. O termo 'dietético' é uma alternativa mais patriótica. Além do mais, quando usar uma palavra ou expressão própria de outro idioma, aplique um grifo (negrito, itálico ou sublinha).
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Profissão do car#$%@#$
Fiquei atônito quando, quase um ano após o lançamento, “descobri” o videoclipe de Pussy, do Rammstein. E vi logo a versão não censurada. Pasmei com a ousadia dos caras.
Já recuperado do fato, nesta semana, outra surpresa. Às vezes não acredito no quanto sou inocente. Como é que até hoje, quase 30 primaveras nas costas, eu não sabia que existia uma tal profissão chamada, em inglês, fluffer?
Segundo o Urban Dictionary, fluffer é "a person in the adult entertainment industry whose job is giving male porno stars blowjobs in order to get them ready to perform".
Esse sim é o verdadeiro boqueteiro, e mais: ganha pra fazer isso! Será que tem plano de carreira, convênio médico-odontológico? De repente, né...! Rsrsrs.
Um personagem de Chico Anysio, uma prostituta bem velha requerendo aposentadoria, diz: "Copo d'água e um boquete não se nega [sic] a ninguém." Huahuahua
sábado, 27 de março de 2010
Apontamentos de gramática mineira
Sem dúvida, Minas Gerais tem uma cultura bem peculiar. Amo a cozinha mineira (não mais que a italiana, por motivos óbvios): costelinha de porco beeeeem gordurosa, polenta, quiabinho babento, jiló. Sim, jiló! Aprendi a comer jiló em Uberlândia, quando da decisão de superar alguns “limites gastronômicos”. Prefiro-o como prato frio, mas é bom de qualquer jeito.
Agora, é o jeitinho mineiro de falar que me diverte e espanta, às vezes. Em Uberlândia mesmo, não ouço muito o “mineirês” característico gostoso e engraçado, do tipo “oncotô”, “proncovô” e “doncovim”, naquela prosódia própria.
Entretanto, são recorrentes algumas expressões que muito me impressionam. Uma sobre que gostaria de falar é o tal “ir de a pé”. De a pé? Como assim?! Vai-se de carro, de ônibus, de avião, mas a pé, a cavalo. Talvez, para o mineiro uberlandense, o meio de locomoção seja o [carro], o [ônibus], o [avião], o [a pé], daí ir-se de carro ou de a pé. Contramão na via da economia linguística. Curiosamente, nunca ouvi um “Vou ‘de a cavalo’”.
Mas o que mais me choca é o uso deliberado do verbo dar em lugar de ter, em sentenças como “dei febre” e “dei sorte”. Excesso de generosidade? Se conheço quem me diz uma dessas pérolas, complemento com aquelas perguntinhas básicas didaticamente usadas para se encontrar o objeto do verbo: “E pra quem você deu a febre (ou a sorte)?”. O riso, nessa hora, parece inevitável. Sorte eu até aceito, mas febre, dor de cabeça, não, obrigado. Absolutamente! Com estas fique você.
